segunda-feira, 25 de maio de 2009
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
A Revolução? Eleições 2008, o dia “D”, de descaso!
Não devo discordar totalmente de tais idéias, porém acredito que em todo meio se encontre diversos tipos de personalidades, variadas condutas e variados objetivos. Reconheço que em um país “democrático” quem faz a política e os políticos são seus cidadãos. Somos nós, os cidadãos, quem decidimos sobre que tipo de conduta terá um político. Pois os políticos nada mais são do que a representatividade da moralidade de uma sociedade. Ou seja, cada povo tem o governo, ou governante que merece.
Nas eleições municipais para câmera de vereadores da cidade de Salvador, capital do Estado da Bahia, após a apuração dos resultados da votação, onde apenas 30% dos eleitores votaram em vereadores, houve um verdadeiro pânico na cidade, pois um candidato transformista e cantor de pagode baiano foi um dos vereadores mais votados da cidade.
Com sua marca registrada na popularidade de suas manifestações festivas e desordenada, mas, que contribuem muito para uma juventude periférica e alienada, o candidato, que não apresenta de forma convicta nenhum conhecimento político-social, estará durante quatro anos na câmara de vereadores da cidade de Salvador, fazendo sabe lá o quê.
Testemunho que vi uma jovem senhora em pranto, afirmando que por causa de acontecimentos como este é que ela não acredita em política, mas reconhecia a culpa da sociedade.
Deixemos claro que o que está sendo colocado aqui não se refere a preferência sexual do indivíduo, mas sim a conduta de um cidadão que não apresenta nenhum perfil sociavelmente aceitável para que possa ajudar a solucionar os problemas da confusa e corrupta cidade de Salvador. Contudo, ele representa o descaso e o comprometimento de alguns cidadãos para com sua própria vida.
Já ouvi algumas pessoas que votaram neste candidato, afirmar que votaram apenas por brincadeira e não esperavam que ele chegasse a ser eleito. Nossa que brincadeira!
Conheço pessoas que desenvolvem trabalhos sociais importantes nas comunidades e se candidataram, porém não tiveram nem sequer 10% dos votos do candidato dançarino e “musico”. Mas entendo tudo isso, essa é Salvador, a capital das festas, do axé, da desordem e da cultura alienante. Capital da intelectualidade morta e mórbida, que mais parece um museu, vive das memórias de ANTIGOS filhos ilustres.
Contudo, consigo enxergar o lado positivo de tal acontecimento, pois há muito não ouvia pessoas discutindo política no tocante de uma reforma social. Surgiu uma verdadeira revolução na cidade pela extinção da ignorância cívica e uma maior responsabilidade na vida ativa sócio-política.
A verdade é que o candidato, que até pouco tempo era um membro um programa popular de desgraças sociais e divertia uma massa ignorante com seus jargões, agora estará na câmara, contrariando os interesses da maioria de uma sociedade ausente de suas obrigações cívicas e atendendo aos interesses de sabe lá quem.
Essa é a Bahia, essa é a cidade de São Salvador, a terra do axé e também a cidade do horror.
Quero agradecer ao mais de 12.000 (doze mil) eleitores que ajudaram a colocar este cidadão no poder, e dizer-lhes que... Bom! Melhor não dizer nada, creio que não compreenderiam. Mas! Mesmo assim vou dizer: Obrigado! Obrigado por ajudarem a despertar um sentimento que estava adormecido na consciência de muitos baianos, pessoas que esqueceram da importância de participar do processo político, pois este é o reflexo de sua sociedade. E a fato acontecido foi o estopim para o que chamaremos de Revolução. Só espero que não dê em “Axé music ou Pagode”.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Ateísmo, a "Ciência" de Deus.
As representações a respeito da figura do que pode ser Deus, são muitas. Bem como muitos são os dogmas que condicionam a mente humana e levam a humanidade ao conflito.O Ateu, ora! O Ateu, para mim, é o indivíduo que não se submete a uma determinada Crença. Será? Ele acredita que o homem, o Ser Humano, é o centro do universo. Acredita que o Ser Humano existe independentemente de um Deus. Logo, ele Crê em uma força, ainda que humana!
Vamos lá! Por que o Ser Humano existe? Talvez não saibamos. Mas é sabido que para provar a existe de um Ser Humano é necessário que exista, pelo menos, um outro Ser Humano. Em suma, o indivíduo só existe porque o outro existe. A relação é clara.
Então, se só existimos porque o outro existe, logo é racional chegarmos a conclusão de que Deus só existe porque o Ser Humano existe.
Quando falo em deus, não me refiro ao deus que castiga, ao deus que se aborrece ou ao deus que cobra dízimo. Falo do Elo da existência em todas as coisas que existem no universo. Ou seja, o Vazio, o Tudo, o Nada, o Imensurável. Pois o Elo não tem forma, não tem nome, mas está presente em todas as coisas. Ele simplesmente É. E quando tentamos definir o absoluto, este deixa de ser absoluto e passa a ser mais uma conjectura, passa a ser o relativo.
E onde entra o Ateísmo nesta história? Bem! Apesar de não ser Ateu, eu creio que o Ateísmo prima pelo absoluto. Ainda que assim como muitas religiões, o Ateísmo defende também uma Crença.
Disse um mensageiro: No universo Tudo é Um. Ele disse também: O Ser é o Não Ser.
Não acredito nos Ismos, sejam eles quais forem, mas reconheço a sua existência. Afinal, não me ousaria tentar provar a INEXISTÊNCIA de algo, pois quando tentamos faze-lo, isso é uma prova de que ele já existe, ainda que não seja possível comprovar essa existência.
sábado, 5 de julho de 2008
Permita-me desabafar
Tenho dúvidas sim, mas quanto ao que devo fazer para que eu possa ajudar no alimento da casa em que vivo, pois não trabalho. Vivo da esperança ingênua do amanhã, dos contos que não saem do papel e que não produzem efeito, a não ser em mim mesmo.
Sinto muito por aqueles que apostaram em mim, ou apostaram em si, não sei. Contudo, devo dizer: em mim, não manifesta certas verdades que meus olhos não conseguem enxergar.
Não sei onde vive a verdade, talvez more de aluguel e seja despejada a todo tempo, pois não consegue trabalho. Dificilmente alguém deixa que ela penetre em seus espaços e assim, se torna difícil que a mesma tenha êxito nas suas ações e se fixe em algum lugar.
Dúvidas, muitas dúvidas, quanto a pessoas; poemas; poetas; povos; argumentos; ditos; feitos; orações; pregações; idéias; leis; loucos e luto. Na verdade eu não sei mais nada, nunca soube e a cada dia sei menos ainda.
Meu Deus! Não tenho e faço acreditar que não preciso e não quero ter, quando na verdade queria ter e muito e, só então, só então decidir que não quero, se assim desejar. Isso é o direito de cada um.
Mas, meu Deus, que coisa é essa? O que se passa? Estou muito cansado. Cansado de muitas coisas, muitas coisas que vi e ouvi; muitas coisas que li e escrevi. Não sei de nada, de nada sei. Nossa! Haja paciência.
Dizem que repetimos as vivências da vida porque persistimos nos mesmos erros. Será? Qual terá sido meu maior erro? Ser ingênuo talvez? Só sei que estou cansado, muito cansado de muitas coisas, coisas que não vi; coisas que não ouvi e não falei.
Empreste-me Sócrates, só por um momento para que eu possa dizer que: “Sei que nada sei”. Nossa! Na verdade é mentira, sei de uma coisa: Sei que não estou satisfeito com o meu caminho, a minha vida e desejo experimentar aquilo que quero experimentar, ainda que me perca no caminho. Esse é um direito meu e de qualquer um.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
E a questão da Cultura Baiana entra em cena na Faculdade Visconde de Cairu.
Falar em cultura é sempre algo complexo e polêmico e, isso se dá especificamente pela dificuldade em definir o significado da palavra Cultura.Na quinta-feira, dia 05/06/2008 os alunos de Turismo da Faculdade Visconde de Cairu realizaram um encontro para discutir a Cultura na Bahia, na verdade se mostrava e buscava-se ali, um modo de discutir Cultura e suas condições, possibilidades e realidades.
Estavam presentes à mesa pessoas como: Vovô do Ilê Ayê; Negra Jhô, cabeleira afro; Ailton Ferreira, membro do Conselho das entidades negras; Fabrício Massoni, proprietário do espaço Beco de Rosália; Eliezer Nobre, artista plástico e o cantor, compositor e mestre de capoeira Tonho Matéria. Os convidados falaram sobre sua contribuição para a cultura na Bahia, suas experiências e trabalhos no campo social.
A complexidade da visão Cultural é grande, mas na Bahia ao falar de Cultura, certamente os rumos da conversa serão voltados para questão ética e socioeconômica. Talvez, quiséssemos ouvir mais sobre a baianidade Nagô, que historicamente segundo estudiosos, de Nagô tem pouca coisa, ou ouvir sobre a Bahia da alegria e da felicidade, felicidade essa que infelizmente atinge a poucos.
Realmente, gostaria de ouvir mais sobre Cultura, mas a sociedade é representada por diversas camadas, que se formam através de fatores econômicos, sociais e “culturais” e muitos desses nos chamam atenção pelo seu grau de representação. E naquela mesa, assim como nesta cidade do Salvador essa representação era a maioria e, que tem toda uma peculiaridade nas suas expressões e em sua forma de relação, a qual acaba sendo o elemento símbolo da representação cultural deste Estado. Gostaria muito de compreender a Cultura Baiana, será que eu deveria começar pelo Brasil colônia? Creio que não, pois lá Gregório de Mattos já narrava em seus versos: "Triste Bahia, tão quão dessemelhança". Pelo visto não mudou muito.

Considero esse ato como uma Ação Social e a Ação Social para Stuart Hall é significativa tanto para aqueles que a praticam quanto para os que a observam: não em si mesma, mas em razão dos muitos e variados sistemas de significado que os seres humanos utilizam para definir o que significam as coisas e para codificar, organizar e regular sua conduta uns em relação aos outros. E o mesmo reitera definindo que tomados em seu conjunto, eles constituem nossas “Culturas”. Contribuem para assegurar que toda ação social é “Cultural”, que todas as práticas sociais expressam ou comunicam um significado e, neste sentido, são práticas de significação.
Como é bom discutir Cultura na Bahia! Assim! Dentro da academia e fora do contexto patético da merda, oh! Desculpe, quero dizer, da mídia.
Denilson Cruz
Texto de apoio:
HALL, Stuart. A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais do nosso tempo. Texto publicado no cap. 5 do livro Media and Cultural Regulation, organizado por Kenneth Thompson e editado na Inglaterra em 1997. Publicado em Educação & Realidade com autorização do autor. Tradução e revisão de Ricardo Uebel, Maria Isabel Bujes e Marisa Vorraber Costa.
