terça-feira, 5 de outubro de 2010

Tiririca, o Mega Coeficiente.


Um dos assuntos mais comentados dos últimos dias é a vitória expressiva do “Palhaço” Tiririca nas urnas. Ele concorreu ao cargo de deputado federal pelo Estado de São Paulo. O fato, no Brasil, teve mais repercussão do que a questão do segundo turno na corrida pela presidência da república. Teve até mesmo nota na imprensa internacional!

Fico às vezes a me perguntar, a me questionar sobre tais acontecimentos e, não chego a encontrar respostas satisfatórias. Bom! Não estou questionando os mais de Um Milhão e Trezentos Mil votos dados a um personagem, a um ser fictício, a um homem que nem sequer existe de verdade. Sim! Não existe! Porque Tiririca não é Francisco Everardo, não é um cidadão cujos direitos e deveres permitem que ele possa estar gozando do direito de ser eleito. O candidato eleito foi uma representação de um ator.

A atitude da população em votar no personagem, isso eu até entendo! Muitas vezes tratasse de uma forma de protesto, de insatisfação. Contudo, parece-me que em muitos Estados alguns partidos já estão tirando proveito da insatisfação do povo com muita malandragem e inteligente, usando de estratégias melindrosas para galgar seus objetivos e que não nos faz enxergar a verdadeira palhaçada que está por trás de tudo isso.

A pergunta agora é: Alguém aí sabe quem são os outros candidatos que Tiririca arrastou devido ao Coeficiente Eleitoral ou Coeficiente de Votos? Ou melhor, Alguém sabe o que é o Coeficiente Eleitoral?

Bom! Quem votou em Tiririca talvez já tenha descoberto e agora possa me contar. Quem votou em Tiririca também acredita que “pior do que tá não fica”. Eu também acho que não, porém acredito que se continuar essa farsa, essa forma mascarada de eleger políticos ninguém mais vai se preocupar em apresentar propostas, basta apenas apostar em palhaços ou celebridades como trampolim para chegar aos seus objetivos.

Estão dando muita ênfase no fato de um suposto analfabeto ter sido eleito, mas estão deixando de falar dos letrados e capitalizados que maquinam essa situação e usa de uma velha estratégia Romana, a do Pão e Circo, para enganar o povo. Mas, quero fazer uma observação: Eles estão dando só o Circo, porque, do Pão, cada um vai ter de correr atrás.

Sou a favor da democracia, sou a favor da liberdade de escolha, contudo deveria haver a obrigatoriedade política em demonstrar ao povo como realmente funciona o seu Voto. É necessário que todos saibam que o VOTO não é apenas direto, mas também é indireto e coercitivo. Ops! Perdão! Quero dizer, Coeficiente e Partidário!


Denilson Cruz, Livre Pensador.

e-mail: limzurc@yahoo.com.br


Imagens extraidas do site: http://www.google.com.br/images?hl=pt-BR&q=tiririca&um=1&ie=UTF-8&source=og&sa=N&tab=wi&biw=1280&bih=590

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Otimismo (uma falsa esperança)

O otimismo é uma falsa esperança, para uso dos frouxos e dos imbecis. A verdadeira esperança é uma qualidade, uma determinação heróica da alma e a mais elevada forma de esperança é o desespero superado (George berna nos).Trecho extraido do livro caminhos da esperança, editora skala.
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Eu gostaria de um esclarecimento sobre o verdadeiro sentido da palavra Otimismo. Pois neste momento não tenho capacidade psicológica para entender o porque do Otimismo ser uma falsa esperança?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A Revolução? Eleições 2008, o dia “D”, de descaso!

A política para muitos é algo intolerável e intrigante, e onde se localiza o poço das corrupções. Lugar onde indivíduos se inserem para acelerar o seu crescimento material e seu poder.
Não devo discordar totalmente de tais idéias, porém acredito que em todo meio se encontre diversos tipos de personalidades, variadas condutas e variados objetivos. Reconheço que em um país “democrático” quem faz a política e os políticos são seus cidadãos. Somos nós, os cidadãos, quem decidimos sobre que tipo de conduta terá um político. Pois os políticos nada mais são do que a representatividade da moralidade de uma sociedade. Ou seja, cada povo tem o governo, ou governante que merece.
Nas eleições municipais para câmera de vereadores da cidade de Salvador, capital do Estado da Bahia, após a apuração dos resultados da votação, onde apenas 30% dos eleitores votaram em vereadores, houve um verdadeiro pânico na cidade, pois um candidato transformista e cantor de pagode baiano foi um dos vereadores mais votados da cidade.
Com sua marca registrada na popularidade de suas manifestações festivas e desordenada, mas, que contribuem muito para uma juventude periférica e alienada, o candidato, que não apresenta de forma convicta nenhum conhecimento político-social, estará durante quatro anos na câmara de vereadores da cidade de Salvador, fazendo sabe lá o quê.
Testemunho que vi uma jovem senhora em pranto, afirmando que por causa de acontecimentos como este é que ela não acredita em política, mas reconhecia a culpa da sociedade.
Deixemos claro que o que está sendo colocado aqui não se refere a preferência sexual do indivíduo, mas sim a conduta de um cidadão que não apresenta nenhum perfil sociavelmente aceitável para que possa ajudar a solucionar os problemas da confusa e corrupta cidade de Salvador. Contudo, ele representa o descaso e o comprometimento de alguns cidadãos para com sua própria vida.
Já ouvi algumas pessoas que votaram neste candidato, afirmar que votaram apenas por brincadeira e não esperavam que ele chegasse a ser eleito. Nossa que brincadeira!
Conheço pessoas que desenvolvem trabalhos sociais importantes nas comunidades e se candidataram, porém não tiveram nem sequer 10% dos votos do candidato dançarino e “musico”. Mas entendo tudo isso, essa é Salvador, a capital das festas, do axé, da desordem e da cultura alienante. Capital da intelectualidade morta e mórbida, que mais parece um museu, vive das memórias de ANTIGOS filhos ilustres.
Contudo, consigo enxergar o lado positivo de tal acontecimento, pois há muito não ouvia pessoas discutindo política no tocante de uma reforma social. Surgiu uma verdadeira revolução na cidade pela extinção da ignorância cívica e uma maior responsabilidade na vida ativa sócio-política.
A verdade é que o candidato, que até pouco tempo era um membro um programa popular de desgraças sociais e divertia uma massa ignorante com seus jargões, agora estará na câmara, contrariando os interesses da maioria de uma sociedade ausente de suas obrigações cívicas e atendendo aos interesses de sabe lá quem.
Essa é a Bahia, essa é a cidade de São Salvador, a terra do axé e também a cidade do horror.
Quero agradecer ao mais de 12.000 (doze mil) eleitores que ajudaram a colocar este cidadão no poder, e dizer-lhes que... Bom! Melhor não dizer nada, creio que não compreenderiam. Mas! Mesmo assim vou dizer: Obrigado! Obrigado por ajudarem a despertar um sentimento que estava adormecido na consciência de muitos baianos, pessoas que esqueceram da importância de participar do processo político, pois este é o reflexo de sua sociedade. E a fato acontecido foi o estopim para o que chamaremos de Revolução. Só espero que não dê em “Axé music ou Pagode”.